Cativeiro - Dante Gatto (14x21 / 162 páginas)

Tratam-se, na grande maioria, de contos curtos, independentes uns dos outros no que se refere à temática, mas atravessados, às vezes sutilmente, por uma premissa norteadora: afinidade à pobreza enquanto paradigma da ruptura com o sistema, a matrix. Em princípio pensei em nomear a obra "pobreza e outros contos", mas substitui o primeiro conto "pobreza" pelo conto "cativeiro" e renomeei à obra com o título "Cativeiro". Nada a ver com autoajuda, mas influência nietzschiana: uma alegria de viver apesar da dor inerente que, afinal, dá completude à própria vida.

Os contos não são autobiográficos, mas fiz uso de muitas experiências pessoais e citei alguns locais em que realmente vivi. Vale aquela perspectiva apontada por Flaubert: "Bovary sou eu". Se alguém tentar invalidar o valor das minhas histórias com base na realidade, estará negando uma característica básica à literatura: a ficção! Aliás, tudo é ficção para quem não me conhece. Mesmo a nossa realidade comum pode ser revisitada pela literatura como fazem os atuais romances históricos. Neguem o valor por outras abordagens, se for o caso.

Alguns contos são narrados pelo personagem protagonista, alguns por um personagem testemunha. Nestes casos, é claro, em primeira pessoa, mas a maioria obedece à onisciência seletiva e ao discurso indireto livre como praticou Clarice Lispector, sem querer - nem de longe - insinuar qualquer comparação.

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